
Corredores que levam à Anchieta e à Imigrantes têm 10,5 km de lentidão

Além de enfrentar trânsito pesado nas estradas que levam à Baixada Santista e ao Litoral Sul de São Paulo, o motorista que está deixando a cidade na noite desta quarta-feira (30) também enfrenta lentidão dentro da cidade, especialmente nos corredores de acesso ao sistema Anchieta-Imigrantes. São 10,5 km de congestionamento, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
O corredor mais complicado é o da Avenida dos Bandeirantes, que dá acesso à Rodovia dos Imigrantes e também à Via Anchieta. A CET registrava 7 km de congestionamento às 23h30, ou seja, em quase toda a extensão da avenida.
Outro corredor com trânsito lento é o da Avenida Professor Abraão de Moraes. Foram 3,5 km de filas no final da noite, de acordo com estimativa da CET.
Acidente
A Avenida Rubem Berta também tinha tráfego muito complicado por volta de 23h30, mas devido a um acidente que ocorreu na noite de quarta. A CET e o Corpo de Bombeiros ainda não tinham informações sobre a dimensão do acidente tampouco do congestionamento. O corredor tinha trânsito lento nas proximidaddes da Avenida 11 de Junho, sentido Santana/Aeroporto. Motoristas chegaram a dar ré pela contramão para fugir das filas de veículos.
Estradas
O motorista que desce em direção à Baixada Santista enfrenta trânsito lento em vários pontos do sistema Anchieta-Imigrantes, de acordo com a concessionária que administra estas estradas.
Na região de planalto da Imigrantes, a lentidão se estende do km 12 ao km 40. No trecho de serra da rodovia, do km 46 ao km 53, e na região de semáforos em São Vicente, do km 60 ao 70.
A pista sul da Anchieta apresenta congestionamento entre os kms 12 e 43. A melhor opção, segundo a Ecovias, é a pista norte, onde o trânsito é intenso, mas flui sem paradas.
Já na baixada, a Rodovia Cônego Domênico Rangoni tem tráfego intenso com pontos de lentidão em toda sua extensão, do km 274 até o km 248, no sentido do Guarujá. A Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que serve de acesso às praias do litoral sul, tem transito lento do km 277 ao km 292.
As rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) operam no esquema 7×3. A descida da serra é feita pela pista sul da Imigrantes e sul e norte da Anchieta. Para a subida, o motorista deve utilizar a pista norte da Imigrantes.
Até por volta de 20h40, 6.489 veículos desceram a serra pelo sistema.
Desde as 0h de segunda-feira (28), quando teve início a contagem do feriado de Ano Novo, 296.290 mil veículos viajaram em direção à Baixada Santista. A previsão da Ecovias é de que até 635 mil veículos desçam a serra até as 24h de domingo (3).
Terminais rodoviários
Nos três terminais rodoviários da cidade de São Paulo – na Barra Funda, Zona Oeste; Jabaquara, Zona Sul; e Tietê, Zona Norte -, o movimento de pessoas era intenso na noite desta quarta.
Só no terminal do Tietê, 1.400 ônibus extras foram colocados à disposição dos passageiros além dos 1.500 veículos habituais que atendem a demanda no local. Para alguns destinos, não há mais passagens, como Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Parati e Litoral Norte de São Paulo.
Ataques deixam 13 mortos no Afeganistão

Oito americanos foram mortos em um atentado suicida no leste do Afeganistão, segundo informações divulgadas por militares dos Estados Unidos nesta quarta-feira.
O militante suicida usava um cinturão explosivo quando entrou em uma base militar na província de Khost, segundo a imprensa americana.
As autoridades não revelaram detalhes sobre o número de feridos no ataque ocorrido próximo à fronteira com o Paquistão.
Ainda não está claro se os mortos seriam civis ou agentes americanos. A agência de notícias Reuters afirma que todas as vítimas eram civis, mas os militares não confirmaram a informação oficialmente. Já a rede de notícias americana CNN afirma que os oito mortos seriam agentes da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos.
Canadá
Em outro ataque no Afeganistão, cinco soldados e uma jornalista canadenses morreram após a explosão de uma bomba em uma estrada em Kandahar.
O incidente foi o pior ataque fatal contra canadenses no país em mais de dois anos.
Segundo o correspondente da BBC em Toronto Lee Carter, o incidente vai preocupar os canadenses, já que um civil está entre os mortos.
A jornalista foi identificada como Michelle Lang, de 34 anos, do jornal Calgary Herald, que estava fazendo uma cobertura no Afeganistão.
Polêmica
No ano que vem, o total de soldados nas forças internacionais no Afeganistão deve subir de 113 mil para 150 mil.
No sábado, uma operação da Otan causou um desentendimento entre o governo afegão e as forças internacionais. O presidente do país, Hamid Karzai, acusa soldados internacionais de terem atirado indiscriminadamente contra dez civis, incluindo oito adolescentes.
A Otan nega as alegações afegãs.
A morte de civis afegãos nas operações da Otan, embora em menor número do que nos ataques do Talebã, costuma gerar grande ressentimento entre a população local.
O Talebã luta desde 2001, quando foi derrubado pela Otan, contra o governo do presidente Karzai e as forças estrangeiras no Afeganistão.
Lula deve rever decreto que fez cúpula das Forças Armadas ameaçar demissão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve rever um decreto proposto pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos e assinado por ele que gerou controvérsia entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. O decreto, publicado no Diário Oficial da União no dia 22, propõe a criação da Comissão Nacional da Verdade, que investigaria violações aos direitos humanos durante a ditadura militar.
O documento sugere ainda a revogação de leis do período que vai de 1964 a 1985 que sejam contrárias aos direitos humanos ou que tenham dado sustentação a graves violações. Tudo depende de aprovação no Congresso Nacional.
Os comandantes militares e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, consideram que o artigo do decreto que possibilita a revogação de leis editadas durante a ditadura abre a possibilidade de revisão da Lei de Anistia, de 1979. A lei perdoou todos os que cometeram crimes praticados por motivação política durante o regime militar. A legislação valeu para agendes da repressão e militantes de esquerda.
Jobim e os comandantes militares criticaram o decreto por não incluir a investigação de excessos praticados por grupos da esquerda armada. Eles apresentaram carta de demissão coletiva ao presidente lula. O presidente disse que assinou o documento em meio aos debates da conferência do clima, em Copenhague e não percebeu a omissão quanto aos grupos de esquerda. Ele também prometeu rever o decreto.
Lula cobrou explicações do ministro da Justiça, Tarso Genro, e do secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. Nesta terça-feira (29), Tarso minimizou a crise. “Não há nenhum tipo de pedido de demissão e nenhuma controvérsia insanável entre ministério da defesa e secretaria de direitos humanos”, disse após sair de uma reunião com Lula.
Militares
“Eu espero que o decreto seja revisto e seja reformulado no sentido de proporcionar uma pacificação da sociedade brasileira”, defendeu o presidente do Clube Militar, general Gilberto Figueiredo. A Ordem dos Advogados do Brasil, por sua vez, considera que crimes como a tortura não devem ser prescritos. “O Brasil tem que encontrar o seu passado para que ele não se repita na parte ruim”, disse o presidente da OAB, Cézar Britto.
Para o brigadeiro da reserva José Carlos Pereira, não é hora de reabrir feridas. “Se a coisa é séria e se que investigar, ir fundo no problema, teria que investigar os dois lados,é claro. Mas me parece que não é o caso, nem de investigar um lado nem de investigar o outro”, disse.
Segundo o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), vice-presidente da Comissão de Segurança da Câmara, a anistia não deve ser revista porque pacificou o país. “A anistia foi a pedra de toque da transição da ditadura para a democracia e acredito que isto é um pacto político e como tal não vale a pena reabrir essas velhas feridas”, afirmou ele.
Avó de Sean apela a Lula para que neto seja ouvido

“Que ele (Lula) faça valer a Constituição brasileira”, disse, emocionada.
Silvana Bianchi criticou decisão do pai americano de pedir ressarcimento.
A avó do menino Sean, Silvana Granchi, pediu ao presidente Lula que conceda ao neto o direito de se manifestar sobre a batalha judicial em que a família brasileira e o pai biológico americano, David Goldman, se envolveram por sua guarda.
Por decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, a guarda foi dada ao pai, confirmando a sentença do Tribunal Regional Federal no Rio de Janeiro.
Emocionada, Silvana pediu ao presidente Lula um presente, em 2010, para “um brasileiro chamado Sean”: “Que ele (Lula) faça valer a Constituição brasileira e que ele dê a esse menino o direito de ser escutado”.
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que o presidente não vai comentar as declarações de Silvana Bianchi.
Declaração infeliz
Silvana considerou uma declaração infeliz o anúncio, feito pela advogada americana de David, de que o pai do seu neto pretende pedir à justiça um ressarcimento de U$ 500 mil pelas despesas que teve para recuperar a guarda do garoto de 9 anos.
“Eu achei a declaração um tanto infeliz. Na hora em que ele (David) deveria estar cuidando dos interesses do filho dele, se cabecinha do filho está se adaptando bem, ele está preocupado em pedir ressarcimento”, lamentou. Ela esclareceu que não recebeu qualquer notificação sobre uma possível ação de cobrança nos Estados Unidos e manifestou a intenção de obter autorização para visitar Sean.
O advogado da família brasileira, Sergio Tostes, declarou nesta terça-feira (29) que o pedido de ressarcimento “revela o caráter” de David, já que, no seu entender, o americano estaria preocupado apenas com o lado pecuniário da disputa.
Silvana contou que teve uma conversa que durou 15 minutos, por telefone, com Sean.
“Ele disse que tava frio, que tava em frente da lareira que tava bem…tava com muita saudades, e que eu tava morrendo de saudades também”, disse.
Deputado flagrado com dinheiro na meia volta à presidência da Câmara Legislativa
A volta do deputado distrital Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM) à presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal está publicada no Diário Oficial da Casa desta quarta-feira (30). Os trabalhos da Câmara, suspensos pelo recesso, devem ser retomados no dia 11 de janeiro. Prudente é aquele que aparece em um vídeo colocando dinheiro dentro da meia.
A partir de agora, será dele a iniciativa de instalar a CPI que vai investigar as denúncias e também comandar a indicação dos membros da comissão que vai analisar os pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). Arruda é acusado de comandar um suposto esquema de distribuição de propina a aliados do governo.
Prudente estava licenciado da presidência da Casa. Ele e outros nove deputados suspeitos de terem recebido propina são alvos de processos de perda de mandato. Até terça-feira (29), a Câmara Legislativa era presidida de forma interina pelo deputado Cabo Patrício (PT), que faz oposição ao governador Arruda.
A deputada distrital Erika Kokay (PT-DF) disse que o partido vai questionar a decisão de Prudente. Segundo ela, o deputado só poderia retornar à presidênca com o aval da Mesa Diretora da Câmara.
No auge da crise do chamado “Mensalão do DEM em Brasília”, no dia 30 de novembro, Leonardo Prudente disse que usou o dinheiro que recebeu do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa como “ajuda financeira não contabilizada” para a campanha de 2006. Segundo o deputado, o dinheiro foi colocado nas meias e no terno por “uma questão de segurança”.
O escândalo que envolve o governador, parlamentares e empresários começou no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados. Repasses de dinheiro foram registrados em vídeos e entregues à PF por Durval Barbosa, que denunciou o esquema.
Partidos
Os partidos políticos que anunciaram a saída do governo por causa do escândalo, que veio à tona há mais de um mês, na prática, permanecem com cargos. O PPS foi um dos primeiros partidos a anunciar a saída do governo Arruda, por causa das denúncias. Mas nos bastidores, essa saída tem sido lenta ou, em alguns casos, de fachada.
// Na Secretaria de Justiça, por exemplo, o ex-titular deputado Alírio Neto deixou no comando o primo: Flávio Lemos de Oliveira. Já no Procon, o presidente Ricardo Pires, que prometeu entregar o cargo em 15 dias, permanece na função há quase um mês.
Nas administrações regionais, a ordem da Executiva do PPS também não surtiu tanto efeito. Antônio Girotto continua administrador do Park Way. E Joel Alves, do Guará. Os dois pediram licença do partido. Essa é uma forma de burlar o estatuto e não serem expulsos. A direção da legenda diz que em fevereiro vai analisar esses casos.
No Partido Verde, que também deixou o governo, um caso semelhante. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gustavo Souto Maior, disse que não vai deixar o cargo, nem o partido. A direção da legenda informou que não vai fazer nada, porque ele é considerado indicação técnica, além de ser recém-filiado e não fazer parte da Executiva do PV.
Outros quatro partidos estão fora do governo. Todos os filiados, nesse caso, entregaram os cargos. Mas, alguns, deixaram substitutos, que são braço direito do antigo titular. É o caso das Administrações de Brasília, Estrutural, Cidade do Automóvel, Jardim Botânico e Riacho Fundo II.
O Times News Volta a Qualquer Momento Com Mais Informações
Time News
01/01/2010 — jairjljFundada há 15 anos, pousada soterrada em Angra cobrava até R$ 490 por quarto
A pousada da Sankay, que foi atingida por um deslizamento de terrana madrugada desta sexta-feira, foi fundada em 1994 pelo casal Sônia Faraci Imanishi e Geraldo Faraci, que se mudou de Belo Horizonte (MG) para a cidade de Angra dos Reis (RJ). Localizada na enseada do Bananal, ela oferecia quartos de até R$ 490 por pessoa em alta temporada.
De acordo com informações fornecidas pelo site da pousada, além desse quarto, também eram oferecidas suítes por valores entre R$ 245 e R$ 350, e pacotes para até seis pessoas. Todos os apartamentos e suítes tinham ventiladores, ar condicionado, frigobar, varanda com rede, TV parabólica.
Até a tarde desta sexta, ainda não havia confirmação de quantas pessoas estavam hospedadas na pousada no momento do deslizamento. A Defesa Civil municipal informou que o número poderia ser próximo de 40. Até as 16h10, tinham sido confirmadas 14 mortes na região, sendo 11 corpos resgatados na terra e outros três no mar.